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  • fredericopereira191

Benjamin Franklin: exemplo de enriquecimento


Benjamin Franklin na nota de 100 dólares

Todo mundo que se dispôs a ler um pouquinho durante a vida, ou assistir filmes, já ouviu falar do senhor que ilustra as notas de 100 dólares norte americanos, que é um dos pais fundadores do país mais rico do mundo: Benjamin Franklin.


Considero ele um exemplo pelo seguinte: ele foi o 17º filho, abandonou o estudo formal aos 10 e fugiu para viver com o irmão em outra cidade aos 12 anos, sem nada; quando ele faleceu aos 84 anos, deixou uma casa e a empresa tipográfica (que funcionava ao lado) para o neto, os direitos autorais de seus escritos para o filho, que havia brigado com ele, além de US$ 100 mil para a Filadelfia e para Boston (100 para cada uma), em forma de fundos de investimentos para financiar educação profissional para a juventude.


Mas, obviamente, o resultado, apesar de impressionante, não conta tudo, a história da vida dele é fantástica, vou fazer um resumo aqui, mas para aqueles que lêem, recomendo fortemente ler tanto a autobiografia dele, como a biografia escrita por Walter Isaacson.



Infância, adolescência, religião e leituras clássicas


Ben foi um dos últimos filhos de uma família numerosa, que poderia ser considerada pobre para os padrões da época. Mas seu pai era um trabalhador religioso como a maioria dos europeus que migraram para os EUA.


A religião dessas pessoas tinha uma característica incomum, eles acreditavam que trabalhar e enriquecer era fazer a obra de Deus na terra, ou seja, para eles a melhor forma de louvar a Deus era trabalhar, construir um negócio e enriquecer. Convenhamos, isso faz uma diferença grande quando levado a sério.


Mas Ben não era muito religioso, apesar de levar esse ensinamento pelo resto da vida; aos 12 anos fugiu de casa em Boston, para ir morar com o irmão em Nova Iorque. Lá conheceu e leu obras clássicas, como Plutarco (oohh inveja boa).


Nessa época escreveu as famosas cartas de Mrs. Silence Dogood (Silêncio Fazbem), se passando por uma viúva de meia idade para criticar políticos e outras personalidades da época, publicando às escondidas no jornal do irmão.


Foi aí que começou a construção da sua riqueza e legado, ele descobriu o próprio talento, resolveu emprega-lo e arriscar o que fosse preciso.


Vida adulta, Filadelfia, Almanaque do Pobre Ricardo, fortuna


Com cerca de 20 anos, Ben partiu sozinho para a Filadelfia, pretendia abrir um jornal e publicar seus escritos, sem a interferência de ninguém. Chegando na nova cidade arrumou parceria e começou a trabalhar.


Tentando ampliar seus negócios, viajou a Londres para comprar maquinário, mas foi enganado pelo político que prometeu financiamento. Teve que se virar em Londres para conseguir voltar, resolveu trabalhar, acumular e só voltar quando tivesse dinheiro para montar a própria tipografia, conseguiu.


Com cerca de 30 anos e uma tipografia própria, começou a publicação do Almanaque do Pobre Ricardo (vale ler também), uma coletânea de escritos sobre educação financeira (sim meus amigos, século XVIII), esses escritos lhe renderam o começo da fortuna e lhe deram condições para alçar vôos mais altos.


Sempre mantendo uma rotina de trabalho de “louvor a Deus”, Ben expandiu seus negócios para quase todas as províncias da época (EUA ainda era colônia inglesa), o que lhe deu condições de adquirir o “serviço postal” do Império Inglês na região, o que passou a lhe render frutos pelo resto da vida.


Alguns anos depois de garantir rendimentos suficientes dos seus negócios e delega-los a terceiros, Bem se aposentou e passou a desfrutar seus dias tentando contribuir com a humanidade.


Ciência, fama, política e legado


Legado eterno: participando da elaboração da Constituição dos EUA

Não pense que o ritmo de trabalho foi menor, pelo contrário, o homem tinha uma energia fora do comum. Ele começou com a ciência, inventando os óculos bifocais, o para-raios, um aquecedor a lenha inovador e sugerindo o horário de verão. O segundo lhe proporcionou fama internacional.


Ele contribuiu com outros escritos para a ciência, mas a fama que adquiriu o levou para a política depois que fez uma turnê pela Europa para receber os elogios pela invenção do para-raios. Então ele entrou para a política.


Como já era de se esperar, Ben foi pioneiro na instituição de um biblioteca pública, de um hospital na Pensilvânia e de um corpo de bombeiros profissional (incêndios eram frequentes na época). Mas sua grande contribuição ainda estava por vim.


Assim como todos os homens de destaque na época, Ben passou a defender a independência das províncias e atuou como diplomata em Londres e Paris para trabalhar nesse objetivo. O que foi alcançado em 1776.


Para você ter uma ideia da contribuição dele, a entrada da França na guerra e a preocupação dos ingleses em não devastar a região, são considerados até hoje fatores cruciais para a independência norte americana, ambas vitórias conseguidas por ele na Europa.


Quando os pais fundadores se reuniram para escrever a famosa e lendária constituição norte americana, o fizeram a uma quadra da casa de Ben na Filadélfia, para que ele, então com mais de 80 anos, pudesse participar da elaboração do documento.


Conclusão


Esse é o primeiro de vários textos que colocarei no blog sobre personalidades inspiradoras sobre enriquecimento.


Espero que você tenha lido com atenção e se inspirado com a trajetória fantástica desse senhor que nasceu pobre, estudou e trabalhou muito, construiu uma fortuna invejável e contribui com a humanidade de forma singular.



Muito obrigado por ler meu texto e boa sorte!

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