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  • fredericopereira191

John Neff e as ideias que fizeram o dobro do mercado em 31 anos


John Neff, 30 anos batendo o mercado!

John Neff e as ideias que fizeram o dobro do mercado em 31 anos, é um texto que resume a forma como esse gestor de investimentos levou o Windsor Fund para fazer 5.546,5% de 1964 a 1995.


Nesse texto veremos:

- o comportamento de um grande investidor;

- o que Neff procurava nas ações;

- como escolher as melhores ações;

- O que Neff evitava;


Qualquer investidor que mantenha um resultado consistentemente acima do mercado por tanto tempo, merece ser estudado, você pode absorver valiosas ideias nesse processo. Aproveite!!!


O comportamento de um grande investidor


A seguinte frase de Neff resume sua postura no mercado: “Julgamento distingue oportunidades, fortaleza permite que você viva com elas enquanto o resto do mundo se engalfinha em outra direção. Para nós, as ações feias eram geralmente lindas”.


Ou seja, ele estava em busca de ações que a maioria não queria comprar, o que já é difícil de fazer, comprava e as mantinha, o que é ainda mais difícil de fazer.


Óbvio que essa postura exige muita paciência, persistência e consistência; pra ir contra a manada é preciso esperar até que mercado faça o que você espera, é preciso aguentar resultados adversos por anos e durante esse tempo manter a execução da estratégia.


Você precisa confiar na sua estratégia pra conseguir fazer isso, mas também precisa ser um tanto teimoso, as pessoas vão lhe questionar, as notícias de mercado vão lhe provocar, você precisará fazer “ouvido de mercador” para 90% do que ler e escutar, não é fácil.


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Lista dos menores P/L, com taxas de crescimento semelhantes ao que Neff procurava, tem como filtrar.


O que Neff procurava nas ações


Um P/L (preço sobre lucro) baixo, que geralmente era gerado porque o mercado estava ignorando temporariamente a empresa, isso proporciona ao investidor uma “proteção” na baixa, porque já estava comprando a uma taxa de lucros muito baixa.


Crescimento modesto dos lucros, entre 7 e 20% anuais, é um fator importante de duas maneiras: i) identificar aquelas empresas de P/L baixo que tem condições de se recuperar, afastando-se das armadilhas de valor; ii) evitar empresas com crescimentos explosivos, que na maioria das vezes são muito arriscados ou contratam problemas para o futuro.


Produção de dividendos, pois empresas que distribuem lucros são negócios sólidos e tem mais chance de continuar crescendo, além do que os dividendos geram resultados periodicamente para o investidor.


Perspectivas de bons negócios, algo que nenhuma fórmula matemática vai dar ao investidor, ele precisa conseguir separar os bons negócios dos maus negócios; precisa estudar o setor, o produto, enfim, entender os negócios e escolher os melhores, é absolutamente necessário.


Fortes fundamentos financeiros, porque você não quer negócios muito alavancados, nem aqueles que estão recorrentemente precisando de capital de terceiros, você quer negócios que cresçam por conta própria, crescimento orgânico, com finanças sólidas para atravessar momentos difíceis.


Um exemplo de empresa que está mudando de setor, SULA11


Como escolher as melhores ações?


O primeiro ponto é procurar pelas que mais caíram nos últimos meses, a maioria não devia ser nem considerada, mas sempre tem um ou duas que são mal compreendidas, são elas que você está procurando, geralmente um dos pontos a seguir está acontecendo.


Mudança significativa, seja na administração, no setor, nos produtos, eventualmente as empresas precisam se reinventar, algumas morrem pelo caminho, mas outras tem fundamentos sólidos, são líderes de mercado, voltam aos bons dias, são oportunidades. Tipo OIBR3?


Tempos difíceis, eventualmente o setor de atuação da empresa, ou a economia como um todo, vão passar por períodos muito ruim para os negócios, quando a maré baixa, quem nada pelado fica exposto, mas tem algumas empresas que não sofrem ou sofrem menos, elas vão sobreviver e vão prevalecer, são oportunidades. Tipo CIEL3 ou EMBR3?


Empresas pequenas e rachadas, são negócios que não entram no radar do mercado, dos fundos e dos analistas, pequenas demais pro grande capital; ou empresas envolvidas em vários negócios e que por isso não são acompanhadas pelos analistas que se concentram nos setores, essa falta de visibilidade cria boas oportunidades. Tipo CRPG6?


Setores em mudança, eventualmente empresas transitam de um setor não tão interessante para um que tenha melhor perspectiva de crescimento, esse processo, quando feito sem um evento societário, demora tempo e acaba sendo mal compreendido, depreciando o preço da ação e gerando uma oportunidade. Tipo SULA11?


Use seu conhecimento de especialista, se você trabalha ou trabalhou em algum setor específico da economia, provavelmente conhece as empresas desse setor, sabe quem domina, quem tem o melhor produto, etc; sabe as mudanças que podem estar acontecendo. No mais, ler conteúdo específico sobre os setores é uma boa forma de procurar por empresas em crescimento e dominantes.


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O que Neff evitava?


Melhor do que saber o que fazer, é saber o que não fazer, com certeza. Segundo Neff, evite o seguinte.


Ações glamourosas, apesar de serem algumas das melhores empresas, a assimetria de retorno costuma deixar a desejar, pois as ações já são bem precificadas e, muitas vezes, negociam a preços altos demais.


Não tente ler bolas de cristal usando tabelas, não tente adivinhar os movimentos dos preços nos próximos meses com base em tabelas, topos e fundos, isso é tentar antecipar uma multidão de investimentos e não costuma dar certo.


Não siga a febre do mercado em alta (Bull Market), se afaste de mercados que perderam a conexão com os fundamentos, é um jogo de tolos e você pode acabar sendo o maior tolo.


Não se esqueça das lições da história – aqui conecta com o anterior, permita-me transcrever o trecho a seguir: “Exemplos de lições podem ser facilmente encontrados em todos os erros feitos por gerações anteriores de corretores, desde as “ações go-go” dos anos 1960, as Nifty Fifty dos 1970, as petrolíferas dos 1980 e as ponto com dos ano 1990. Muito antes de tudo isso, estavam as ações da “nova era” dos anos 1920 (por exemplo, empresas de rádio).


Não invista onde você não tem um conhecimento visível, só invista em ações de empresas que você entende como fazem dinheiro, porque você vai precisar de confiança para manter essas ações até o mercado pagar o preço justo por elas, se você não confiar no negócio, não vai conseguir fazer isso, não vai fazer dinheiro.


Não exagere na diversificação, o Windsor tinha no máximo 60 ações e 40% do capital geralmente concentrado em 10 empresas, porque uma diversificação exagerada pode te levar a mediocridade.


Não tenha despesas desnecessárias, evite impostos, taxas, despesas com material e análises, mantenha as coisas simples, você precisa mais de bom senso do que de qualquer outra coisa.


Não vá automaticamente contra a multidão, uma coisa é ser inteligente, outra coisa é ser do contra, ser cabeça dura, mantenha a mente aberta, as vezes a multidão está certa, é importante entender a situação e não ser do contra, ser sempre assim é receita pro desastre.


Livro que John Neff escreveu sobre investimentos


John Neff e as ideias que fizeram o dobro do mercado em 31 anos


Para concluir, Neff acreditava que era necessário vender rápido se percebesse que havia cometido um erro, ou que a situação do negócio tenha mudado significativamente; além disso, não tentava acertar topo nos sucessos, vendia a maior parte quando achava que a ação negociava pelo preço justo.


Em resumo sobre as ideias de Neff:


- procure ações desfavorecidas, ignoradas e incompreendidas vendendo sobre baixas P/Ls, com bons dividendos e crescimento de ganhos modestos. Nisso, jogue com seus pontos fortes, por exemplo, na indústria na qual você trabalha, em que faz compras, come, etc.

- o retorno total do índice P/L por uma ação deve ser o dobro do mercado no geral.

- analise a qualidade da posição estratégica da empresa, a qualidade de sua diretoria e a solidez de suas finanças.

- desenvolva traços de caráter como perseverança, fortaleza, paciência e reflexão sóbria.

- tenha um sentido histórico e desenvolva seu julgamento sobre os humores do mercado e o valor subjacente com o tempo.

- não tenha muita rotatividade ou muita diversidade em seu portfólio. Não tente investir no curto prazo para alcançar os movimentos de mercado ou investir em indústrias de desenvolvimento muito rápido que são difíceis de entender.

- mantenha-se firme contra a febre do mercado em alta (bull Market) e quando precisar tomar direções opostas à generalidade dos investidores.

- venda quando os fundamentos deteriorarem ou as ações estiverem totalmente valorizadas.


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Muito obrigado por ler meu texto e boa sorte!

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FRED FIGUEIREDO

São Luís, Brasil

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