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  • fredericopereira191

Médico pobre, médico rico: algumas lições


Como dois médicos com a mesma renda tem patrimônios tão diferentes?

Imagine dois médicos com 50 anos, José e João, ambos tem 4 filhos, são especializados em cardiologia, tem renda semelhante, vieram de famílias pobres e tiveram que construir o próprio patrimônio. José, João = médico pobre, médico rico.


Observação: esse exemplo dos médicos foi tirado do livro “O milionário mora ao lado”, que baseou-se no perfil de dois médicos que fizeram parte de uma pesquisa sobre enriquecimento e estilo de vida de profissionais de alta renda.


Não é novidade para ninguém que os médicos costumam ter renda muito superior à maior parte da população. Aos olhos das pessoas que ganham um salário mínimo, todos os médicos são ricos, mas nós vamos descobrir que não é bem assim.


Para cada médico PAR, há dois SAR (clique aqui para ler o artigo que explica as siglas), ou seja, para cada médico que poupa corretamente, há dois que poupam muito pouco, o que faz com que na hora de se aposentar, um dos três viva confortavelmente com o dinheiro que acumulou, enquanto outros dois dependem da ajuda de terceiros ou precisam trabalhar o resto da vida para manter o padrão de vida.


A diferença entre esses dois tipos de médico é muito interessante para todos os tipos de profissionais, principalmente pelas consequências, já que médicos tem alta renda durante toda a vida profissional, seria de se esperar que todos tivessem uma situação confortável, certo?


Não é bem assim, vamos entender o porquê! E, o melhor, entender lições que podem nos ajudar financeiramente.


Quanto mais cedo começamos a poupar, maior a chance de enriquecer


A primeira grande dificuldade de poupança dos médicos é que eles começam a poupar dinheiro muito tarde. Isso acontece porque sua formação demora alguns anos a mais, principalmente quando eles buscam de imediato uma especialização que aumente a renda.


Isso não quer dizer que os médicos, ou outros profissionais, não devam buscar formação superior e especializações, longe disso. Mas é bom lembrar que ao fazer isso está realizando um investimento, precisará poupar boa parte da renda adicional que terá no futuro para compensar a perda de poupança no início da vida profissional.


Ou seja, profissionais que adiam o começo da poupança para a aposentadoria precisam fazer um esforço maior de acumulação depois que terminam suas especializações, a fim de garantir que se aposentarão ricos, ou melhor, independentes.


Para ser mais específico, a diferença será a do José, o médico pobre, para João, o médico rico. Enquanto José tem medo do futuro, medo de não ter o suficiente para manter o padrão de vida na aposentadoria, medo do governo aumentar impostos, etc. João não tem medo do futuro, porque o dinheiro que acumulou já é o suficiente para ele desfrutar da aposentadoria.


Nosso padrão de vida é crucial na nossa acumulação de riqueza



O padrão de vida é uma questão familiar, os hábitos costumam ser comuns!

Médicos, advogados, contadores, dentistas, entre outros profissionais tem um estímulo a ter padrão de vida elevado, a sociedade lhes atribui um papel “diferenciado”, tende a respeitar mais aqueles que tem um carro de luxo, uma casa em um bairro chique e assim por diante. Isso pode ser um problema.


José sempre foi um médico “vistoso”, mora em uma casa de luxo em um condomínio perto da praia, troca de carro todo ano, às vezes troca o da mulher também. Ele anda sempre bem vestido, o que implica em altos gastos com roupas e acessórios. Para isso, a esposa tem pelo menos 3 cartões de crédito. Ah! Não esqueçamos, a família viaja anualmente, às vezes nas duas férias escolares.


Não é preciso dizer que José não consegue acumular muito dinheiro, para manter esse padrão de vida é preciso gastar muito dinheiro. Na verdade, em muitos meses José consegue ficar no negativo, recorrendo a um empréstimo de cheque especial a ser saudado em um próximo período de bonança ou, pior, transformado em um empréstimo pessoal de prazo mais longo. Se José tiver um problema de renda, terá uma mudança de padrão de vida radical.


João não, ele até se veste muito bem, mas compra sempre roupas e acessórios em períodos promocionais. Sua esposa, que organiza as finanças da família, tem só um cartão de crédito, o qual controla com “mãos de tesoura”. Eles vivem em um bairro de classe média alta, mas sem muito luxo. Ele até gosta de carros, mas prefere compra-los de semi-novos importados, que duram muito mais e podem ser encontrados com altos descontos.


Não é preciso dizer que João poupa mais de 10 ou 15% da renda anual, às vezes até mais. Na verdade, como é um PAR, ele pode até se dar ao luxo de ficar anos sem trabalhar, isso não afetaria seu padrão de vida, pois os rendimentos do dinheiro que ele acumulou durante a vida são suficientes para viver.


Perceba a diferença abismal entre o médico pobre e o médico rico. Aparentemente, a vida deles não difere muito, os dois trabalham bastante (médicos no geral), dirigem carros importados e moram confortavelmente, muito provavelmente seus filhos estudaram nas mesmas escolas. A única diferença são os gastos supérfluos de José.


Mas a aparência não é nada perto do psicológico. José vive com medo do futuro, stress faz parte da vida dele, geralmente pessoas assim tem cabelo branco mais cedo ou desenvolve problemas de alcoolismo ou alguma dependência química. João tem uma vida diferente, ele não tem muito o que se preocupar, a não ser decidir como vai aproveitar a aposentadoria.


Importante alertar: a mesma renda, a mesma profissão, mas padrões de vida diferentes, uma mera questão de decisão.


Planejamento e controle: é preciso se dedicar a acumular dinheiro


Já disse aqui que médicos trabalham demais, em média eles trabalham mais de 10 horas por dia, isso pode ser um problema para acumular dinheiro, porque falta tempo para se dedicar ao controle e planejamento de suas finanças.


Como quase todos as pessoas que são “SAR”, que poupam pouco, José não tem nenhum controle sobre sua situação financeira, quiçá ter um planejamento dos gastos e dos investimentos.


Além de trabalhar mais de 10 horas por dia, ele também gasta um bom tempo com seus passivos: planejando as férias, pesquisando pelo novo carro, passeando no shopping, etc. Ou seja, José não costuma gastar nenhum tempo tentando planejar seus gastos e seu futuro financeiro.


Exatamente o contrário do que faz João, que mesmo trabalhando mais de 10 horas por dia, reserva algum tempo semanal para atualizar o controle financeiro, fazer um orçamento e planejar seus investimentos. Como não tem quase nenhum passivo, João tem mais tempo também para a família e para novos aprendizados.


Perceba que enriquecer não é só uma questão de ganhar dinheiro, mas também de saber cuidar dele, de aprender a como fazer um orçamento que mantenha os gastos dentro de limites que otimizem o enriquecimento. Um orçamento nem precisa ser muito rígido, mas tem que garantir pelo menos os 10 a 15% de investimento para aposentadoria.


Então a lição é: se organize para poupar entre 10 e 15% da sua renda e, se for preciso, tenha um orçamento de seus gastos, a fim de controlar as despesas e garantir os investimentos necessários.


Aprenda sobre investimentos


A terceira distinção entre o médico pobre e o médico rico é quanto ao conhecimento sobre investimentos. Aqui a questão do tempo também é fundamental.


Como José não tem tempo para quase nada, porque patrimônio que construiu é cheio de passivos que lhe tomam tanto dinheiro, quanto tempo; ele não tem tempo, nem interesse, em aprender sobre investimentos, quiçá planeja-los.


Já João, que tem tempo e consciência financeira, costuma saber muito sobre algum tipo de investimento e o básico sobre mercado financeiro. Ele não só sabe como continua aprendendo e acompanhando, até porque precisa se manter atualizado quanto aos seus próprios investimentos.


É justamente esse conhecimento sobre investimentos e a poupança formada ao longo dos anos que dá a João a tranquilidade de não se preocupar com o dia em que vai parar de trabalhar, enquanto José, muito provavelmente, vai trabalhar até morrer por pura necessidade.


Essas são as diferenças entre um médico pobre e um médico rico. Essas diferenças podem ser estendidas também para todos os outros tipos de profissionais.


Gostaria de pedir que você reflita sobre isso, reflita sobre sua situação financeira, reflita qual o futuro que você quer para você e sua família. Por pior que seja a sua situação financeira, é possível muda-la se você estiver disposto a aprender, mudar hábitos e seguir as ideias necessárias para se aposentar rico.


Aproveito para lhe convidar a aprender sobre mercado financeiro, escrevi um livro para ajudar as pessoas a investirem de maneira consciente e inteligente, clique na imagem abaixo para conhecer, comprar e ler.




Muito obrigado por ler meu texto, uma abraço e boa sorte!

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