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  • fredericopereira191

Os 3 pilares do value investing


A melhor filosofia de investimentos que existe!

Os 3 pilares do value investing é um texto baseado no livro "Margin of Safety", do Seth Klarman, o qual recomendo fortemente que você leia. O autor é um investidor de sucesso que seguiu a filosofia de Benjamin Graham, o value investing.


O value investing é, muito provavelmente, a única filosofia de investimento que garante que a maioria de seus seguidores atinja o sucesso ao investir dinheiro, por isso é tão adorada e, infelizmente, seu nome é usado em vão por falsificadores para vender produtos de investimento. Por isso é importante esclarecer o que realmente é o value investing.


No livro, o Klarman dedica um capítulo só para explicar no que o value investing consiste, que ele chama de raiz, ele indica 3 elementos fundamentais e são eles que exponho abaixo, fazendo um resumo do que é explanado no livro.


Investimentos de baixo para cima


No jargão do mercado financeiro: bottow-up. A grande maioria dos participantes do mercado fazem exatamente o contrário, adotam uma visão de cima para baixa, chamada top-dow, que consiste em fazer uma análise macroeconômica, pra depois escolher os ativos para investir.


Existe uma dificuldade enorme de obter qualquer margem de segurança se você precisa prever o futuro da economia, escolher os mercados certos a investir, selecionar os ativos ideais para comprar e, por fim, fazer tudo isso antes que outras milhões de pessoas o façam. Isso não faz sentido para o investidor avesso a risco.


O investidor de baixo para cima não encara toda essa complexidade, ele simplifica a questão adotando uma estratégia que pode ser resumida assim: compre uma pechincha e espere. Isso lhe dá algumas vantagens: (i) não precisa prever nada; (ii) tem entrada e saída definida; e (iii) tem margem de segurança.


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Desempenho Absoluto


Assunto novo, sabedoria antiga: a parábola da lebre e a tartaruga nos investimentos

A pior coisa que um investidor pode fazer é querer comparar seus investimentos com um índice de mercado, isso corrompe totalmente a visão de investidor de valor que ele precisa para ser bem sucedido.


O problema começa ao distorcer o foco para o curto prazo, que é bater o tal índice, isso fazer com que o investidor tenha que adivinhar o que a média do mercado está fazendo ou pior, o que vão fazer, o que é ainda mais difícil; quando na verdade ele deveria estar focado em encontrar pechinchas.


O desempenho absoluto superior só pode ser alcançado através da compra de ativos por preços muito abaixo do seu valor e, ao mesmo tempo, pela paciência em esperar que os preços de mercado reflitam o valor do ativo, não tem como fazer isso se você está disputando uma corrida de desempenho.


Se o foco for o desempenho relativo, você não conseguirá aguentar os longos períodos de baixa nos mercados ou o tempo necessário para que os preços convirjam para o valor e, talvez mais importante, você não conseguirá ter a coragem de comprar as pechinchas, aqueles ativos que a maioria não quer comprar, justamente onde está a maior margem de segurança.


Por fim, o foco em desempenho relativo não te permite ficar com caixa quando não houver boas alternativas de investimento, você fica na necessidade de investir em algo para acompanhar os rendimentos da média do mercado; mas o investidor de sucesso evita comprar ativos quando não há pechinchas e sempre mantém caixa para oportunidades, isso se prova muito poderoso no longo prazo.


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Risco e Retorno


Robert Shiller recebeu o Prêmio Nobel por seus trabalhos que mostram que o mercado NÃO é o suficiente.

O investidor de valor tem uma visão diferente do que é risco, ou melhor, ele tem uma ideia mais robusta sobre risco, do que o consenso de mercado, que iguala risco a volatilidade. O que o leva a afastar a ideia de que risco e retorno sejam positivamente correlacionados (quando maior risco, maior retorno), que só se aplicaria se o mercado fosse eficiente.


Como o mercado costuma ser ineficiente em diversos momentos, a visão correta de risco, que é a perda permanente de capital, o investidor de valor consegue identificar duas situações importantes: i) ativos muito caros, negociados muito acima do valor, que oferecem muito risco e pouco retorno potencial; e, mais importante, ii) ativos muito baratos, negociados muito abaixo do valor, que oferecem pouco risco e muito retorno potencial.


Essa percepção diferente leva o investidor a dar foco ao que é realmente importante, que é o valor dos ativos, e não o que é secundário, que é o preço. Enquanto a maioria fica "hipnotizada" com as variações de preços, tentando medir risco e retorno em comparação com o histórico de preços, o investidor acompanha o valor dos ativos e o quanto eles ainda estão gerando, vendo risco quando há perda de valor e retornos na geração de valor.


Esse foco na avaliação do valor dos ativos mantém o investidor que segue o value investing naquele que deve ser o foco dos investimentos, que é a compra de ativos com preços abaixo de valor, o que naturalmente garante a margem de segurança necessária para suportar períodos de crise.


Os 3 pilares do value investing


Enfim, são as principais ideias que permeiam a filosofia de investimentos que mais teve sucesso no último século, aquela que quando adotada da forma correta enriqueceu a maioria dos que a utilizaram.


Então, se você quiser replicar: escolha e estude ativos específicos e compre-os baseado no seu valor; ignore a corrida por desempenho relativo e foque em desempenho absoluto, quanto dinheiro você ganha no longo prazo; e, por fim, avalie risco e retorno com base no valor que você está comprando e por qual preço, pois é isso que lhe dá margem de segurança.


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Muito obrigado por ler meu texto e boa sorte!

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