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  • fredericopereira191

Por que abandonei minha carreira corporativa?


Uma empresa brasileira com forte cultura corporativa.

Esse artigo é uma tradução livre do blog: Theminimalists.com

Hoje, 1 de março de 2011, foi o ponto final: deixei meu emprego, é ótimo escrever essas três palavras, mas também assustador e excitante e surreal e inacreditável e, de muitas maneiras, indescritível.


Eu estou ouvindo “Feeling Good” de Nina Simone, enquanto escrevo isso. Suas palavras, “É um novo amanhecer / é um novo dia / é uma nova vida para mim / e estou me sentindo bem”, é a melhor descrição para o que eu sinto agora.


Um novo começo.


Um novo começo.


O início de algo excitante.


Ontem, 28 de fevereiro de 2011, foi meu último dia de trabalho corporativo, de terno e gravata. Nos últimos 12 anos, desde meus 18 anos de idade.


Passei quase 80 horas por semana trabalhando para subir na escada corporativa de uma grande empresa de telecomunicações do Centro-Oeste – de representante de vendas de varejo a gerente de vendas, gerente de lojas, gerente regional e, mais recentemente, diretor de operações de mais de 150 lojas de varejo, onde eu liderei centenas de funcionários e administrei um orçamento operacional multimilionário.


Ao longo do meu mandato, abri dezenas de lojas de varejo, contratei centenas de funcionários e ajudei muitas pessoas a crescer profissionalmente.


E eu fui muito, muito bom no meu trabalho. Nos últimos anos, ganhei viagens consecutivas do “President’s Club” para Londres e Havaí, pelo excelente desempenho em vendas.


Contratei algumas das melhores pessoas do setor, pessoas que avançaram rapidamente por toda a organização. E eu estava prestes a me tornar um executivo nível C antes dos 40 anos. Resumindo: eu sabia fazer.


Então, quando eu anunciei minha partida no último mês, parecia ilógico para quase todos: dezenas de funcionários perguntaram para onde eu estava indo e se eles poderiam ir comigo.


Quando eu disse a eles que estava mudando meu caminho de vida, muitas pessoas não entenderam. Afinal, eu estava vivendo o Sonho Americano, não era? Um salário de seis dígitos, uma enorme casa suburbana, vários carros de luxo, e todas as coisas para preencher o meu estilo de vida de consumo – quem diabos se afasta disso?



É claro que eu não estou tentando te impressionar, caro leitor, com os detalhes da minha carreira supostamente “impressionante”. Se eu pensasse que as minhas “realizações” eram impressionantes – se eu estivesse impressionado com meu estilo de vida – então eu não teria deixado.


Em vez disso, eu apresentei os detalhes para impressionar (enfatizar) a minha necessidade de mudança. Sim, eu fui ostensivamente bem-sucedido, mas não me senti bem-sucedido. Me senti sobrecarregado, estressado.


Pior ainda, eu estava atolado em dívidas. É verdade que eu fiz muito dinheiro no mundo corporativo; mas, na maior parte da minha vida adulta, gastei mais do que ganhei – uma equação condenada, não importa a sua renda.


Pra você ver, apesar de eu estar vivendo o Sonho Corporativo com um grande salário e um status elevado, eu não estava completamente feliz porque eu perdia de vista o que era realmente importante: eu não era saudável, meus relacionamentos estavam em frangalhos e eu não estava apaixonado pela vida – tudo que eu tentava encobrir acumulando bugigangas e troféus.


Infelizmente, eu não percebi meus erros até que fosse tarde demais. Dois anos atrás, em 2009, minha mãe morreu e meu casamento terminou no mesmo mês. Pouco tempo depois, eu conheci o minimalismo e comecei a fazer mudanças radicais – recuperando o controle das minhas finanças, mudando o foco dos meus relacionamentos e fazendo perguntas difíceis sobre a direção da minha vida.


Com o tempo, percebi que não estava perseguindo a minha paixão, nem estava crescendo como indivíduo ou contribuindo além de mim mesmo de uma maneira significativa.


Eu não estava vivendo o Sonho; eu estava vivendo uma vida.


Mas hoje, esse capítulo terminou.


Para ser claro, eu não entrei no escritório do meu chefe e gritei “Foda-se, eu me demito”. Não, eu tinha emoções misturadas sobre deixar meu emprego. Eu me preocupo com as pessoas de lá e gostei do trabalho em si.


Então, meu “foda-se” não era para meu trabalho como um todo. Eu não estava saindo de um emprego – o trabalho não era o ponto. Em vez disso, estou deixando meu antigo estilo de vida. Eu tenho que parar de viver um mentira e começar a viver a vida.


Como vou ganhar a vida? Para se honesto, eu não tenho certeza, mas eu passei os últimos dois anos trabalhando duro para reduzir substancialmente as minhas contas e pagar enormes quantias de dívidas.


Sim, eu ainda precisarei ganhar dinheiro suficiente para manter as luzes acesas, mas fazer dinheiro não é mais uma prioridade. Eu preciso trabalhar apenas para ganhar dinheiro o suficiente para viver – não viver para trabalhar.


Meu plano inicial era ser um atendente em uma cafeteria local e ganhar o suficiente para pagar minhas contas – comida, aluguel, serviços públicos, seguro – enquanto escrevo em período integral.


Quem sabe, talvez essa coisa de escrever traga uma renda integral um dia. Mas mesmo que isso não aconteça, tudo bem, porque sou apaixonado por escrever, especialmente ficção literária. (2012, atualização: estou feliz em dizer que, apenas um ano depois, estou fazendo vivendo de renda como autor.


Mesmo que eu ganhe consideravelmente menos do que o meu salário corporativo, também penso o dinheiro de maneira diferente do que naqueles dias e eu nunca fui tão feliz.


Em vez de passar meu tempo reunindo multidões de pessoas em fazendas de cubículos, eu decidi focar nas minhas verdadeiras prioridades: saúde, relacionamentos, paixões, crescimento e contribuição.


Esses valores constituem a fundação de um vida significativa – não dinheiro ou coisas ou títulos em um cartão de negócios.


Eu vou contribuir com as pessoas neste site – eu agradeço que as pessoas encontrem valor aqui. Eu também vou contribuir através de outras meios, como caridade e doando meu tempo para ajudar outros.


Escrevendo e contribuindo. Isso é o que eu farei agora. Eu me recuso a ser um escravo das expectativas culturais, enlaçado pelas armadilhas do dinheiro e do poder e pelo sucesso percebido. Então, essa é a minha vida, eu me despeço de você: Foda-se, eu parei!


Meus comentários!


Me parece que não é muito inteligente largar tudo e mudar da "água pro vinho", porque não fazer uma mudança com calma? Por etapas, como é mesmo qualquer mudança de hábitos.


Estou tentando (querendo) ver o minimalismo como um conjunto de hábitos que nós podemos implementar para ter uma vida mais significativa, isso requer uma avaliação e uma adaptação, não uma ruptura.


Mudando totalmente de domínio.


Essa questão me lembra a questão das revoluções na Europa, enquanto a Francesa e a Bolchevique foram rupturas, gerando danos colaterais imensuráveis e desastrosos tanto para as nações que implementaram, quanto para seus vizinhos.


A revolução Gloriosa, na Inglaterra, não foi um ruptura, foi uma adaptação, um aprimoramento do sistema político, resultou na ascensão política e econômica, colocou os ingleses em condições de liderar o processo de prosperidade dos séculos seguintes.


Voltando ao domínio original, nossas vidas.


Rupturas também não são boas, precisamos saber nos adaptar, mudando nossos hábitos.


É isso!


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