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  • fredericopereira191

Previdência pública, privada ou autônoma?


O que é melhor para você, sua família e seus descendentes?

Neste momento em que o debate está focado na reforma da previdência pública no Brasil, a questão sobre como poupar para a aposentadoria está em evidência, quero aproveitar pra colocar uma dúvida saudável para o nosso futuro.


Qual a melhor forma de fazer previdência? Ou melhor, qual a melhor forma de guardar dinheiro para a aposentadoria?


Previdência vem da palavra em latim “proevenire”: que literalmente quer dizer “chegar antes"; previdência é prever, ou melhor, se precaver.


No nosso caso, se precaver do momento inevitável em que não teremos condições de trabalhar ou gerar a mesma renda de antes.


Precisamos refletir sobre essa questão avaliando as 3 formas de fazer isso, entendendo assim as diferenças e nos permitindo decidir pela melhor opção.


Isso se faz urgente e importante, haja visto que vivemos em um país onde apenas 1% dos aposentados são financeiramente independentes.


Previdência Pública


Atualmente, em todas as democracias, a principal forma de previdência é a pública, organizou-se instituições controladas pelos governos que assumiram o papel de garantir a aposentadoria da população.


Subentende-se que cada pessoa faz uma contribuição durante a vida, para que no futuro tenha direito a uma aposentadoria. Na prática, a maioria funciona sob um sistema que em os trabalhadores atuais pagam a aposentadoria dos aposentados atuais.


No começo as aposentadorias eram enormes, já que o número de trabalhadores era muito maior do que o de aposentados, ao longo das últimas décadas esses números vem se aproximando, o que fez com que o valor das aposentadorias venha caindo para equilibrar a conta.


Como a tendência é que o número de aposentados passe a ser maior que o de trabalhadores, a medida que nós fazemos menos filhos e morremos mais tarde, a tendência do valor das aposentadorias é ser cada vez menor também.


Esse é um problema global facilmente observável, nas últimas 3 décadas quase todos os países europeus e americanos (norte a sul), fizeram reformas da previdência pública com reduções de aposentadorias, aqueles que não fizeram isso, caso do Brasil e Grécia, enfrentam problemas de endividamento.


Esse problema deve fazer com que as pessoas pensem em alternativas. Se o poder público não conseguirá suprir as necessidades de aposentadoria, como cada pessoa pode fazer por si e pela sua família?


Previdência Privada


A primeira solução que vem à mente da maioria das pessoas é a “previdência privada", um produto bancário que cresce muito em quase todas as democracias do Ocidente. É uma alternativa que precisa ser analisada.


Na verdade as instituições de previdência nasceram “privadas" na Inglaterra, quando grupos de profissionais específicos – parece que os marinheiros foram os primeiros – se organizaram para suprir as necessidades das famílias que perdiam o sustento em caso de morte prematura, invalidez ou envelhecimento do pai.


Só depois que surgiu a previdência pública. Mas agora que esta mostra sua deficiência, surgem planos de previdência dentro das empresas e diretamente nos bancos, é o que a lei chama de “previdência complementar”.


Funciona assim: a empresa ou o banco oferece um plano de previdência em que a pessoa aplica um percentual da sua renda por muitos anos e no final recebe um benefício equivalente aos juros acumulados nesse período.


O dinheiro da pessoa é aplicado em fundos de investimento previdenciários, administrados por seguradoras. Ou seja, a pessoa garante um recebimento futuro ao aplicar nesses fundos de investimento pelo período contratado.


Perceba que a dinâmica é parecida com a da previdência pública, em que você contribui durante a sua vida de trabalho, para que quando se aposentar tenha direito a receber uma renda mensal, a diferença é que na pública você está a mercê do governo e na privada a mercê dos bancos/seguradoras.


Urge ressaltar que no caso da previdência privada, se o dinheiro for aplicado corretamente, tanto pela pessoa, quanto pela seguradora, a renda deve ser a contratada, não corre o risco da previdência pública, desde que não haje fraudes ou problemas nos investimentos dos fundos.


Previdência autônoma


A terceira opção de qualquer pessoa é fazer a sua própria previdência, o que na verdade é a origem de tudo, voltando ao tempo em que cada pessoa cuidava de si mesmo, mas agora com melhorias.


Antes das instituições de previdência surgirem, as pessoas tinham que acumular patrimônio para sobreviver, o que era bastante difícil de fazer, já que eram tempos de carnificina, nas guerras as pessoas podiam ficar sem nada.


Não à tôa, os primeiros a conseguirem acumular e enriquecer foram os holandeses, quando “aterraram" aquela região até então desabitada e puderam viver em paz por mais de um século.


Perto do ano 1600, sem um Estado Central organizado, tinham a maior renda per capita da Europa, simplesmente acumulando dinheiro, cada um por si.


Atualmente, principalmente em países integralizados ao mercado financeiro mundial, todas as pessoas têm condições de acumular dinheiro por conta própria, da mesma forma que fizeram os holandeses, ou melhor, com muito mais facilidade do que eles.


Se uma pessoa conseguir acumular e investir o próprio dinheiro durante a vida de trabalho, consegue acumular um patrimônio suficiente para ser financeiramente independente quando se aposentar. Existem vários exemplos de poupadores que conseguiram fazer isso.


Colocando em números, se alguém poupar 10% da renda mensal durante 30 anos, ganhando pelo menos uma média de 10% anuais, consegue viver da renda do patrimônio ao final do período acumulado.


Com um adicional importante: o dinheiro poupado não será do governo, como na previdência pública, não será do banco (seguradora), como na previdência privada, o dinheiro continua sendo da própria pessoa, ela vai usufruir a renda e destinar o dinheiro pra quem ela quiser quando morrer; esse detalhe, pra mim, faz toda a diferença.



Pública, privada ou autônoma?


Na pública, você entrega seu dinheiro para o governo e torce pra receber uma aposentadoria quando envelhecer, fica a mercê dos governos que virão, de políticos que usaram o dinheiro para fins nem sempre auspiciosos (estou sendo educado aqui).


Na privada, você entrega seu dinheiro ao banco, terceiriza essa gestão do seu patrimônio, paga por isso e, depois de cumprido o prazo de aplicação, fica sem o dinheiro acumulado, só com a renda contratada.


Na autônoma, você guarda seu próprio dinheiro, constrói seu patrimônio e sua independência, deixando esse legado para a sua família ou doando em vida ou em morte.


Não acho que essa decisão é muito difícil, a terceira opção é, evidentemente, melhor.


Só tem um problema que pode ser apontado: saber investir. Mas isso também pode ser facilmente resolvido, não é nada complicado ser um investidor inteligente.


Você pode contar comigo (e com vários outros empreendedores) para enfrentar esse desafio.


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