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  • fredericopereira191

Richard Dennis: uma lenda se retira


Richard Dennis em uma imagem antiga

Continuando a nossa série de textos com algumas das melhores perguntas e respostas com grandes traders, tiradas pontualmente do livro "Magos de Mercado", de Jack D. Schwager, o qual recomendo fortemente a leitura.


O trader do texto de hoje é um cara que era mensageiro de uma casa de câmbio e tornou-se um multimilionário operando no mercado de commodities nos EUA..


Vejamos algumas das melhores ideias que o Schwager conseguiu extrair dele na entrevista para o livro.


R.D: “... eu diria isto aos novos traders - embora não seja um pensamento reconfortante - quando você iniciar, deverá ser o pior dos traders em relação a qualquer coisa que venha a fazer no futuro”.


R.D: “Eu acreditei - e ainda acredito - que se deve ir com a tendência e, quanto mais ela for, melhor”.


R.D: “Desde então, aprendi que, quando você tem uma perda desestabilizante, saia, vá para casa, tire uma soneca, faça alguma coisa, mas ponha um pouco de tempo entre aquilo e a sua próxima decisão. Quando você estiver sendo estraçalhado pelo mercado, saia fora do tufão. Olhando para trás, verifico que se tivesse uma regra de interromper as perdas, não teria tido aquela experiência traumática”.


R.D: “Sim. Depois que tudo é dito e acontece, você tem que minimizar suas perdas e tentar preservar capital para aqueles raros instantes, quando você pode ganhar muito num curto período de tempo. O que você não pode fazer é jogar seu dinheiro fora em operações subavaliadas. Se o fizer, ficará muito debilitado para operar quando a hora certa chegar. Mesmo que faça a operação, ela será relativamente pequena porque o capital terá diminuído pelas outras operações”.


J.S: Você se sentiu relutante em divulgar segredos operacionais?


R.D: “É claro, mas não acho que as estratégias operacionais sejam tão vulneráveis para não funcionarem, se as pessoas souberem a respeito delas, como a maioria dos traders acredita. Se o que você está fazendo for certo, então irá funcionar mesmo se as pessoas tiverem uma idéia geral sobre aquilo. Sempre digo que você pode publicar regras operacionais nos jornais e ninguém irá segui-las. A chave é a perseverança e disciplina. Quase todo mundo pode fazer uma lista de regras que seja 80% tão boas quanto às que ensinamos a nossa gente. O que eles não podem fazer é dar-lhes confiança para aderirem àquelas regras, mesmo quando as coisas estiverem indo mal”.


Tendencia enorme do Ibovespa, todo mundo sabe que tem que operar tendências, mas pouca gente aproveitou essa.

J.S: Quando pesa o fator sorte no desempenho nas operações?


R.D: “No longo prazo, zero. Absolutamente zero. Não acho que alguém termine ganhando dinheiro neste negócio porque tenha começado com sorte”.


J.S: Mas em operações isoladas, obviamente, ela faz uma diferença?


R.D: “É aí que mora a confusão. Em qualquer operação isolada, quase tudo é sorte. É apenas uma questão de estatística. Se você seleciona um tipo de operação que tenha um percentural de 53% de chances de dar certo, provavelmente no longo prazo ela terá 100% de chance de dar certo. Se estiver revendo os resultados de dois traders diferentes, computar os resultados num período inferior a um ano não faz nenhum sentido. Seriam necessários alguns anos antes que se pudesse determinar se um é melhor do que o outro”.


J.S: Isto é uma das coisas que você aconselharia aos outros traders que fizessem para realmente melhorar - isto é, fazer o acompanhamento do que eles estão fazendo certo e errado?


R.D: “Certamente. A experiência de operar é tão intensa que existe uma tendência natural a querer evitar pensar sobre ela, uma vez encerrado o dia. Eu fico assim quando as coisas estão funcionando. Mas, quando elas não estão, isto me incita a querer pensar no que estou fazendo e como fazê-lo melhor. Quando as coisas vão mal, os traders não devem enfiar a cabeça na areia e simplesmente esperar que fiquem melhores”.


R.D: “Neste negócio, você deve aguardar o inesperado; esperar o extremo. Não pense em termos de fronteiras que limitam o que o mercado pode fazer. Se há uma lição que eu aprendi nesses últimos vinte anos em que estou neste negócio, é que o inesperado e o impossível acontecem de vez em quando”.


R.D: “Você deve definir sempre o seu risco máximo. A única escolha seria sair fora o mais rápido possível”.


R.D: “O mercado estar em tendência é o principal motivo que nos leva a operar. Esta é uma ideia muito simples. Ser consistente e ter certeza de que você faz aquilo todo o tempo, é, provavelmente, mais importante do que as características particulares que você usa para definir a tendência. Seja qual for o método que você use para entrar nas operações, a parte mais crítica é que, se houver uma tendência principal, sua abordagem deve assegurar que você entrará a seu favor”.


J.S: Qual é o conselho mais importante que você daria ao trader novato?


R.D: “Opere em pequena escala porque esta será sempre a pior situação em que poderá se encontrar. Aprenda com os seus erros. Não se deixe enganar pelas flutuações do dia-a-dia no seu patrimônio. Mantenha o foco naquilo que estiver fazendo acertadamente, e não na natureza aleatória do resultado de uma operação qualquer”.



Richard Dennis: uma lenda se retira


Vou repetir o que já disse no primeiro texto, é óbvio que o livro é muito mais completo. Os caras contam casos de operações que foram marcantes pra eles.


Mas para quem está começando, deixei as principais partes aqui, Espero ter contribuído.


Muito obrigado por ler meu texto e boa sorte!

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